Testosterona e mulheres na pós-menopausa

Uso de testosterona por mulheres na pós menopausa.

Como médico ginecologista, com muita frequência atendo no consultório mulheres com queixa de diminuição da libido.

Apesar de muito importante, este tipo de queixa a paciente geralmente só comenta com seu médico.

 É uma reclamação que está presente em todas as faixas etárias, mas é mais evidente em mulheres que já entraram na menopausa.

As histórias  mais comuns são: 

-Diminuição na frequência de relações sexuais.

-Diminuição do desejo e do prazer.

-Dor na relação sexual. 

-Secura vaginal.

Recente estudo australiano, publicado em julho de 2019, confirmou eficácia de tratamento que já faço de rotina: a suplementação com testosterona para estas mulheres.

A suplementação melhorou  as queixas acima relacionadas.

Se possível, devemos utilizar via “não oral”, que não piora o perfil lipídico.

Este cuidado é muito importante. Em alguns casos o ginecologista é o único médico que atende a paciente.

Daí a importância do ginecologista “funcionar “ como clínico geral da mulher, não se restringindo na sua prática.

Não existem  em nosso meio produtos feitos especificamente pela indústria para este tratamento.

Há necessidade de utilizarmos farmácia de manipulação.

A aceitação de produtos transdérmicos é boa e não apresenta efeitos colaterais importantes. Naturalmente há necessidade de acompanhamento médico regular, individualizando caso a caso.

Os estudos não mostraram a mesma eficiência em mulheres na pré menopausa.

Um outro aspecto importante que noto: muitas destas mulheres estão sedentárias ! Apesar de saber da dificuldade em se iniciar uma atividade física regular, é mais do que conhecido o benefício da prática. Que idealmente ainda pode ser dividido em atividades aeróbicas e de ” força” . Somado à dieta balanceada e bom  controle do peso.

Como são temas complexos e mais longos será tema para outro post.

Gostou deste assunto ? Ficou com alguma dúvida ?

Numa consulta presencial podemos conversar melhor!

Menopausa

Menopausa

Nos últimos anos o interesse sobre assuntos ligados à menopausa, que sempre foi grande, cresceu ainda mais. Com o aumento da expectativa de vida, as mulheres passaram a experimentar mais este fenômeno natural, e passaram também a demandar melhorias em sua qualidade de vida, buscando aliviar alguns sintomas próprios deste período.

Os sintomas variados da menopausa

Mais estudos científicos foram feitos e o conhecimento sobre o assunto aumentou. Entretanto, percebo no dia a dia do consultório, que as dúvidas, os questionamentos e as desinformações também cresceram.

Mas antes de tratarmos mais do assunto, precisamos entender algumas definições. Chamamos de menopausa a última menstruação da mulher. E para definirmos que esta mulher esteja mesmo na menopausa, ela tem que ficar pelo menos um ano sem menstruar.

Esse período de redução natural dos hormônios produzidos pelos ovários costuma acontecer com mulheres na faixa dos 50 anos. É extremamente comum e acomete mais de 2 milhões de mulheres por ano no Brasil. Seus sintomas mais comuns são as chamadas “ondas de calor“, além da queixa de secura vaginal.

Como os sintomas da menopausa podem ser muito variados e combinados, muitas mulheres ficam ansiosas sem entender ao certo as mudanças do seu corpo. Além do mais, o próprio momento da vida (noção de envelhecimento, filhos que saem de casa, outras doenças que surgem) fragiliza um pouco mais a paciente. Em alguns casos vem a depressão…

No passado o tratamento da menopausa era praticamente “universal“. Tratavam-se muitas mulheres de acordo com os critérios da época. Em função do conhecimento adquirido com os estudos mais atuais, muita coisa mudou. Existem os riscos relacionados à chamada Terapia Hormonal (TH), que devem ser avaliados para cada paciente e confrontados com os benefícios que o tratamento pode trazer. Existe também um momento ideal para iniciarmos o tratamento, a chamada “janela da oportunidade”. Se este período for ultrapassado, a indicação para terapia hormonal também se fecha.

Em praticamente todos os casos, são recomendadas atividades físicas, relaxantes e mais lazer para que a mulher possa atravessar essa fase com mais autoestima, disposição e saúde. Eventualmente a mulher pode precisar de equipe multidisciplinar para acompanhamento mais adequado, formada por médicos de outras especialidades como endocrinologistas, ortopedistas, dermatologistas e profissionais de áreas afins como nutricionista, fisioterapeutas e educadores físicos.

Destaco por fim a importância do acompanhamento regular do médico especialista para prevenir, diagnosticar e tratar as doenças da mulher.