Gravidez não planejada. O que fazer?

Gravidez não planejada. O que fazer?

Este tema de fato é recorrente na minha vida como médico.

Gravidez não planejada. O que fazer?
Gravidez não planejada. O que fazer?

Desde que me formei, ao longo da minha residência em Ginecologia e Obstetrícia e até os dias de hoje me deparo com esta situação.

Naturalmente, como hoje atuo apenas em consultório privado, atendo pacientes em situações que eu chamo de menos dramáticas.

Conversando com colegas que atuam no serviço público, os relatos são de situações que eu considero calamitosas.

Meninas de 13 anos sendo submetidas à 3a. cesariana, por exemplo.

Que não tiveram oportunidade de conversar com médico especialista sobre métodos contraceptivos e/ou não tiveram acesso a estes médicos.

Pensando que estamos no século 21 e com toda informação que a Internet disponibiliza.

Gravidez não planejada. O que fazer?

Enfim, temos uma longa jornada a cumprir até chegarmos aonde desejamos.

Mas mesmo no consultório, com jovens de poder aquisitivo maior , vejo que tal fato se repete.

Meninas no ensino médio ou ainda na faculdade que não foram orientadas em relação à contracepção  e chegam para começar o pré natal.

De fato a questão sexo ainda é um grande tabú em nossa sociedade. Muitos pais tem vergonha em discutir o assunto com suas filhas. E a fonte de informação desta menina serão as amigas, que entendem tanto quanto ela, ou seja, muito pouco, sobre este assunto.

Mesmo no meio médico, os preconceitos ainda são grandes. Exemplo: apesar da Sociedade Americana de Pediatria recomendar o uso de DIUs por adolescentes, muitos colegas se negam a utilizá-lo, com medo que o DIU por si só atrapalhe o futuro reprodutivo da jovem.

No consultório tenho utilizado os chamados “LARC ” , ou “métodos contraceptivos de longa duração ” em inglês, com muito sucesso.

Entre os “LARC”s posso citar o Mirena e o implante hormonal.

São métodos muito efetivos, mas que naturalmente precisam de acompanhamento regular “pós-inserção”, e o prazo de acompanhamento varia de caso a caso, e que ajudam a evitar gravidez mas não previnem de doenças sexualmente transmissíveis, chamadas de DST. Para evitá-las, o casal deve obrigatoriamente usar “camisinha”, constituindo o que nós médicos chamamos de “duplo controle”.

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