Vitaminas na gravidez – parte II

Vitaminas na gravidez – parte II

A preocupação com a nutrição e com a dieta adequada acompanha o ser humano!

Vitaminas na gravidez – parte II

Em todas as fases da vida, da infância à velhice, ocorre a preocupação do que comer, em que quantidade, com qual frequência, etc.

Durante a gravidez não é diferente. Eu diria até que este é um momento tão especial, que mulheres que normalmente não se preocupam com a dieta, passam a ficar mais atentas com sua alimentação. Afinal de contas, a saúde do bebê está em jogo.

Abordei este tema em um texto recente e a repercussão foi muito grande. Assim, decidi continuar um pouco mais sobre este assunto tão fascinante e complexo.

Para a saúde da gestante e do bebê, o ideal é manter uma alimentação equilibrada e variada. Vitaminas e minerais essenciais na gravidez são encontrados nos alimentos, por isso é necessário que se tenha atenção especial na hora das refeições. Assim, coloque-os sempre em sua dieta, conforme abaixo:

  • Ácido fólico: essencial para a divisão celular e prevenção dos chamados “defeitos do tubo neural“, como espinha bífida. Alimentos como legumes, vegetais de folhas verdes e frutas são fontes do suplemento mais conhecido das gestantes.
  • Vitamina A: importante antioxidante que protege as células contra radicais livres. Encontrada em frutas, vegetais de cores fortes como cenoura, abóbora, brócolis, espinafre no fígado, ovos e leite.
  • Vitamina B12: ajuda na formação dos glóbulos vermelhos do sangue e no correto funcionamento do sistema nervoso central. Coma carnes, peixes, ovos, queijos e beba leite.
  • Vitamina C: age como antioxidante. É também indispensável para a síntese do colágeno, para a manutenção dos tecidos e das funções glandulares e do crescimento. Aumenta a imunidade, protege contra infecções. Muito encontrada em frutas como laranja, limão, abacaxi e mamão papaia. Pode ser adquirida também em repolho, couve-flor, espinafre, pimentões verdes e tomates.
  • Vitamina D: fundamental para o desenvolvimento ósseo, síntese da insulina e manutenção do sistema imunológico. Ajuda na absorção do cálcio. Sua produção é estimulada pela luz solar, assim toda mamãe deve se expor ao sol. É possível encontrá-la também nos peixes como atum e salmão.
  • Cálcio: imprescindível para a formação dos ossos e dentes, atua na contração das fibras musculares e na coagulação sanguínea. Fácil de achar em leite e seus derivados como queijo, iogurte, etc., está presente também na gema de ovo, gergelim, amêndoas, sardinha, feijão e folhas verdes.
  • Ferro: evita a anemia na gestante e a falta e oxigenação para o bebê. Pode ser receitado pelos obstetras antes, durante e depois da gravidez. Você encontra ferro em carnes vermelhas, cereais integrais, vegetais de folhas verde-escuras, feijão, lentilha, gema de ovo, nozes e legumes.
  • Iodo: ajuda no desenvolvimento embrionário e nos órgãos fundamentais, essencial para os hormônios da tireoide. Presente em castanhas, nabo, nozes amêndoas e em legumes.
  • Zinco: auxilia também no desenvolvimento e crescimento do bebê, considerado um antioxidante natural. Pode ser encontrado na carne, nos produtos lácteos, feijão, grão de bico, soja e frutas secas.

Na dúvida, converse sempre com o seu ginecologista e obstetra. Caso necessário, ele pode receitar uma suplementação apenas com as vitaminas e os minerais que você necessita. Nunca tome nada sem a orientação dele, principalmente na gravidez.

Vitaminas na gravidez – parte I

Vitaminas na gravidez. O que são vitaminas e qual a sua importância ?

As vitaminas são substâncias que em geral, o organismo não tem condições de produzir.

Antes de começarmos a discussão deste tema, antigo mas até hoje em dia polêmico, repleto de dúvidas e contradições, acredito que precisamos definir alguns conceitos relativos às vitaminas.

As vitaminas são substâncias que em geral, o organismo não tem condições de produzir. Assim, precisam fazer parte da dieta alimentar.

  1. As vitaminas são substâncias que em geral, o organismo não tem condições de produzir. Assim, precisam fazer parte da dieta alimentar.
  2. Suas principais fontes são as frutas, verduras e legumes, mas elas também são encontradas na carne, no leite, nos ovos e cereais.
  3. As vitaminas desempenham diversas funções no desenvolvimento e no metabolismo. Mas não são usadas como fonte de energia.
  4. São sim indispensáveis, mas em quantidades pequenas. A falta delas, porém, pode causar várias doenças, como o raquitismo (enfraquecimento dos ossos pela falta da vitamina D) ou o escorbuto (falta de vitamina C).

Classificação

A mais utilizada é a classificação baseada na solubilidade das vitaminas. De acordo com esse critério, as vitaminas dividem-se em lipossolúveis e hidrossolúveis.

As lipossolúveis incluem as vitaminas A, D, E e K, enquanto as hidrossolúveis compreendem as vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B9, B12) e C .

O que isso quer dizer?

Sabemos que é muito comum as gestantes saírem da primeira consulta do pré-natal com uma lista de suplementos para garantir uma gravidez saudável e o desenvolvimento perfeito do bebê.

Mas será que tudo isso é mesmo necessário?

Os trabalhos científicos afirmam que não!

É possível garantir a maior parte dos nutrientes por meio de uma alimentação balanceada, o que aliás é o ideal.

Indispensável, mesmo, somente o ácido fólico, que faz parte das vitaminas do complexo B (no caso B9). Esta vitamina reduz os casos dos chamados “defeitos do tubo neural”, como meningocele e espinha bífida. Ela deve ser ingerida preferencialmente três meses antes de engravidar e até a 12ª semana de gestação. As evidências científicas mostram que esta vitamina precisa ser suplementada, mesmo que a mulher se alimente de maneira adequada.

Como em todos aspectos da medicina, a avaliação nutricional da gestante precisa ser individualizada. Cada paciente tem sua história, suas preferências alimentares, etc.

E o mais importante: cada uma delas começa o pré natal de maneira diferente! Algumas estão acima do peso, outras abaixo e assim por diante. Não existe receita universal para todas.

Um bom exemplo está relacionado com o ferro. Muitas mulheres podem ter carência deste mineral e necessitarem de reposição durante toda a gestação. Outras eventualmente não.

No próximo post continuarei falando sobre as vitaminas e minerais fundamentais na gravidez e em quais alimentos cada uma delas está presente.

Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

Acompanho muitas gestantes durante o pré-natal na minha prática diária. E uma das dúvidas mais comuns, e quantas dúvidas surgem durante o pré-natal, está relacionada à prática de atividades físicas neste período.

Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!
Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

De maneira geral, os benefícios da atividade física regular, na gestante ou não, são bem conhecidos. Dessa forma, podemos relembrar alguns:

  • reduz o risco de desenvolver doença cardíaca.
  • melhora a flexibilidade.fortalece os músculos.
  • alivia o stress.
  • melhora a qualidade do sono.
  • ajuda a controlar a ansiedade.
  • dá mais energia.ajuda a controlar o peso.
  • diminui o risco de diabetes.

Naturalmente, não são todas as gestantes que estão liberadas para atividade física regular.

Existem situações em que o médico deve até contra indicá-la, como em quadros de ameaça de aborto, risco de prematuridade, placenta de inserção baixa, bem como outros casos, que devem ser avaliados individualmente.

Dependendo do objetivo da gestante e da modalidade esportiva preferida, o acompanhamento com profissional de educação física habituado a trabalhar com grávidas também é fortemente sugerido.

Mas no dia a dia do consultório, o que tenho notado nos últimos anos é que o peso das pacientes que começam o pré-natal tem estado acima do nível considerado adequado.

Uma das medidas que utilizamos como referência é o IMC, ou índice de massa corpórea. Existem alternativas, cada qual com seus prós e contras, mas tal índice tem a vantagem de ser calculado facilmente. Muitas vezes os próprios pacientes já o conhecem.

Pois bem. O que tenho notado cada vez com maior frequência é justamente que o número de pacientes com sobrepeso ou mesmo obesidade tem aumentado ao longo dos anos.

Para os mais jovens convém lembrar que nem sempre foi assim! Houve um momento na nossa sociedade em que um dos principais problemas com o qual os médicos se deparavam era a desnutrição.

Hoje, por outro lado, vivemos a era da “epidemia da obesidade”. Várias causas são descritas e não vamos entrar no mérito. Isto seria um assunto para novo “post”. De qualquer forma, o simples fato da gestante começar o pré-natal acima do peso já traz algumas implicações, como o risco de desenvolver doenças como o diabetes gestacional.

Ter uma dieta adequada e realizar atividade física regular diminui a chance de a gestante desenvolver diabetes bem como, entrar no grupo do sobrepeso. Saliento a importância de avaliação e acompanhamento com nutricionista, que melhora bastante o resultado do padrão alimentar.Como a questão é complexa e envolve muitos fatores, é importante sempre salientar:

Converse com seu obstetra sobre as melhores práticas de Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

Apesar de não gostar de recorrer a velhos clichês, continua valendo a ideia de que “cada caso é um caso“ e a abordagem deve ser sempre individualizada.

As atividades físicas, ainda que leves, como uma caminhada em terreno plano, durante 30 minutos, três vezes por semana, trazem benefícios para a gestante e para o bebê.

Em síntese, ncontrar o equilíbrio entre corpo e mente e manter-se em movimento, fazendo algo que gosta e se sente bem, sempre é o melhor caminho para uma vida mais saudável, seja na gestação, ou não!

O uso da Maconha durante a gravidez.

Uso de maconha durante a gravidez.

Uso de maconha durante a gravidez.

Uso de maconha durante a gravidez

Em recente pesquisa publicada nos EUA foram avaliados os efeitos do uso de maconha (Canabis) na gestação.

O trabalho dividiu gestantes usuárias da droga e não usuárias.

Assim, apareceu um risco 40% maior de parto prematuro (com menos de 37 semanas de gestação) nas usuárias de Canabis.

Existe grande preocupação com este fato.
Outro trabalho também sobre o uso de maconha durante a gravidez, publicado recentemente, mostrou aumento do número de gestantes usuárias da droga.

Em 2002, 3,5% das gestantes referiram uso de canabis durante a gestação.

Posteriormente em 2017 este número passou para 7% lá.

Partos prematuros sempre foram um grande problema na Obstetrícia.
Sendo responsáveis por maior tempo de internação, necessidade de UTI neonatal e complicações no longo prazo.

Contudo, campanhas de orientação sobre o uso de maconha durante a gravidez são necessárias para explicar os riscos, devido ao falso conceito que a maconha seria uma droga segura.

Os efeitos do uso de maconha durante a gravidez têm sido amplamente estudados. Mas ainda pouco se sabe sobre a influência da maconha no desenvolvimento do bebê ou mesmo sobre a saúde das mulheres grávidas.

Contudo, em uma realidade em que o uso médico e social da Cannabis sativa tem se tornado cada vez mais debatido em todo o mundo, é extremante necessário preencher essas lacunas científicas.

Estudo sobre o uso da maconha durante a gravidez.

Pensando em fornecer respostas a essas dúvidas, cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, investigaram quais seriam os possíveis efeitos negativos do uso de maconha por mulheres grávidas.

Nesse ínterim, os experts revisaram 24 estudos já publicados sobre o tema. Eles notaram que, nas crianças, houve uma diminuição do peso de nascimento e uma maior propensão à internação na UTI-neonatal.

As futuras mamães que fizeram o uso de maconha durante a gravidez, por sua vez, tinham um risco maior de desenvolver anemia, uma deficiência nas células vermelhas do sangue, em comparação com aquelas que não utilizaram o produto.

Dr. Carlos Moraes – Ginecologista e Obstetra

Você gostou desta matéria? Ainda tem dúvidas sobre o uso de substâncias e os efeitos causados durante a gravidez?
Agende uma consulta com o Dr. Carlos Moraes.