Sarampo em São Paulo e seus Sintomas

Sarampo em São Paulo e seus sintomas

Sarampo em São Paulo e seus sintomas

Sarampo em São Paulo e seus Sintomas
Sarampo em São Paulo e seus Sintomas

Como vocês sabem,  atualmente a cidade de São Paulo enfrenta um aumento expressivo dos casos de sarampo, colocando em alerta toda a população.

O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que cursa com febre, tosse, coriza, conjuntivite.

Era até pouco tempo uma doença que pensávamos estar sob controle.

Mas em 2019 ficou caracterizado surto em todo estado de São Paulo.

Pode evoluir com complicações entre crianças menores de cinco anos de idade, sobretudo nas desnutridas, em adultos maiores de 20 anos, em indivíduos com imuno depressão ou em condições de vulnerabilidade e gestantes.

Sarampo em São Paulo

A transmissão é direta de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou espirrar e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados.

As pessoas infectadas são geralmente contagiosas cerca de 6 dias antes do aparecimento da erupção cutânea até 4 dias depois. Os sintomas aparecem em média de 10-12 dias desde a data da exposição.

A vacina tríplice viral (SCR) é a medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.

As gestantes não devem receber a vacina, pois a mesma é compostas de vírus vivos atenuados.

Nos últimos meses a vida das gestantes não tem sido fácil.

A sorologia de sarampo, que não constava na minha rotina de pré natal, passou a constar.

As gestantes já imunes ficaram mais tranquilas.

E as que não apresentavam imunidade e portanto corriam risco de adquirir a doença passaram a tomar cuidados extras.

No período pós parto a vacina pode ser realizada sem necessidade de interrupção da lactação.

Medidas de Bloqueio em contactantes de caso suspeito ou confirmado de sarampo:

Vacina: A vacinação de bloqueio tem por objetivo aumentar rapidamente a imunidade e deve ser administrada preferencialmente até 72 horas após a contato.

Imunoglobulina é indicada em pacientes com contra-indicação a vacinação: GESTANTES, menores de seis meses e imunocomprometidos. O objetivo é prevenir ou atenuar a doença.

Você já ouviu falar do chip da beleza?

Na verdade estamos falando de um implante hormonal, que tem como efeitos colaterais o aumento de massa magra e a diminuição da gordura corporal

Não é de hoje que as terapias hormonais são um sucesso e realmente efetivas para a saúde das mulheres. Desde a década de 70, e estamos falando do século passado, a medicina lança mão desta ferramenta. Recentemente, um implante hormonal ficou conhecido, erroneamente, como chip da beleza. Mas o fato é que se trata de um recurso terapêutico que traz, sim, muitos benefícios, mas sua indicação é clínica e não estética.

Mas o que é o implante hormonal?
Trata-se de um implante colocado na região glútea com o objetivo principal de contracepção. Vários hormônios podem ser utilizados nestes implantes, como estradiol, testosterona e gestrinona, com diferentes tipos de indicação às pacientes. Os implantes de gestrinona por exemplo, podem ser utilizados  para pacientes com endometriose ou miomas, uma vez que eles bloqueiam a produção de hormônios pelos ovários.

E por que foi chamado de chip da beleza?
Porque entre os efeitos colaterais estão o aumento da massa magra e diminuição da gordura corporal. Vale ressaltar que também há relatos de aumento da oleosidade da pele e cabelos e surgimento de acne. Enfim, estamos falando de tratamento hormonal, que tem suas indicações.Não podemos pensar apenas nos aspectos estéticos.

 

E quem pode utilizar?
São muitas as indicações de uso do implante hormonal, desde contracepção até doenças como endometriose. Como é um tratamento, prescrito pelo médico, cada caso é avaliado individualmente. O implante só pode ser colocado por um médico, com a devida prescrição. Não pode ser comprado na farmácia e tem duração de um ano. Por isso, tudo deve ser analisado, pensado e decidido em conjunto – médico e paciente.

Se interessou? Agende uma consulta e vamos conversar!

Vitaminas na gravidez – parte II

Vitaminas na gravidez – parte II

A preocupação com a nutrição e com a dieta adequada acompanha o ser humano!

Vitaminas na gravidez – parte II

Em todas as fases da vida, da infância à velhice, ocorre a preocupação do que comer, em que quantidade, com qual frequência, etc.

Durante a gravidez não é diferente. Eu diria até que este é um momento tão especial, que mulheres que normalmente não se preocupam com a dieta, passam a ficar mais atentas com sua alimentação. Afinal de contas, a saúde do bebê está em jogo.

Abordei este tema em um texto recente e a repercussão foi muito grande. Assim, decidi continuar um pouco mais sobre este assunto tão fascinante e complexo.

Para a saúde da gestante e do bebê, o ideal é manter uma alimentação equilibrada e variada. Vitaminas e minerais essenciais na gravidez são encontrados nos alimentos, por isso é necessário que se tenha atenção especial na hora das refeições. Assim, coloque-os sempre em sua dieta, conforme abaixo:

  • Ácido fólico: essencial para a divisão celular e prevenção dos chamados “defeitos do tubo neural“, como espinha bífida. Alimentos como legumes, vegetais de folhas verdes e frutas são fontes do suplemento mais conhecido das gestantes.
  • Vitamina A: importante antioxidante que protege as células contra radicais livres. Encontrada em frutas, vegetais de cores fortes como cenoura, abóbora, brócolis, espinafre no fígado, ovos e leite.
  • Vitamina B12: ajuda na formação dos glóbulos vermelhos do sangue e no correto funcionamento do sistema nervoso central. Coma carnes, peixes, ovos, queijos e beba leite.
  • Vitamina C: age como antioxidante. É também indispensável para a síntese do colágeno, para a manutenção dos tecidos e das funções glandulares e do crescimento. Aumenta a imunidade, protege contra infecções. Muito encontrada em frutas como laranja, limão, abacaxi e mamão papaia. Pode ser adquirida também em repolho, couve-flor, espinafre, pimentões verdes e tomates.
  • Vitamina D: fundamental para o desenvolvimento ósseo, síntese da insulina e manutenção do sistema imunológico. Ajuda na absorção do cálcio. Sua produção é estimulada pela luz solar, assim toda mamãe deve se expor ao sol. É possível encontrá-la também nos peixes como atum e salmão.
  • Cálcio: imprescindível para a formação dos ossos e dentes, atua na contração das fibras musculares e na coagulação sanguínea. Fácil de achar em leite e seus derivados como queijo, iogurte, etc., está presente também na gema de ovo, gergelim, amêndoas, sardinha, feijão e folhas verdes.
  • Ferro: evita a anemia na gestante e a falta e oxigenação para o bebê. Pode ser receitado pelos obstetras antes, durante e depois da gravidez. Você encontra ferro em carnes vermelhas, cereais integrais, vegetais de folhas verde-escuras, feijão, lentilha, gema de ovo, nozes e legumes.
  • Iodo: ajuda no desenvolvimento embrionário e nos órgãos fundamentais, essencial para os hormônios da tireoide. Presente em castanhas, nabo, nozes amêndoas e em legumes.
  • Zinco: auxilia também no desenvolvimento e crescimento do bebê, considerado um antioxidante natural. Pode ser encontrado na carne, nos produtos lácteos, feijão, grão de bico, soja e frutas secas.

Na dúvida, converse sempre com o seu ginecologista e obstetra. Caso necessário, ele pode receitar uma suplementação apenas com as vitaminas e os minerais que você necessita. Nunca tome nada sem a orientação dele, principalmente na gravidez.

Vitaminas na gravidez – parte I

Vitaminas na gravidez. O que são vitaminas e qual a sua importância ?

As vitaminas são substâncias que em geral, o organismo não tem condições de produzir.

Antes de começarmos a discussão deste tema, antigo mas até hoje em dia polêmico, repleto de dúvidas e contradições, acredito que precisamos definir alguns conceitos relativos às vitaminas.

As vitaminas são substâncias que em geral, o organismo não tem condições de produzir. Assim, precisam fazer parte da dieta alimentar.

  1. As vitaminas são substâncias que em geral, o organismo não tem condições de produzir. Assim, precisam fazer parte da dieta alimentar.
  2. Suas principais fontes são as frutas, verduras e legumes, mas elas também são encontradas na carne, no leite, nos ovos e cereais.
  3. As vitaminas desempenham diversas funções no desenvolvimento e no metabolismo. Mas não são usadas como fonte de energia.
  4. São sim indispensáveis, mas em quantidades pequenas. A falta delas, porém, pode causar várias doenças, como o raquitismo (enfraquecimento dos ossos pela falta da vitamina D) ou o escorbuto (falta de vitamina C).

Classificação

A mais utilizada é a classificação baseada na solubilidade das vitaminas. De acordo com esse critério, as vitaminas dividem-se em lipossolúveis e hidrossolúveis.

As lipossolúveis incluem as vitaminas A, D, E e K, enquanto as hidrossolúveis compreendem as vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B9, B12) e C .

O que isso quer dizer?

Sabemos que é muito comum as gestantes saírem da primeira consulta do pré-natal com uma lista de suplementos para garantir uma gravidez saudável e o desenvolvimento perfeito do bebê.

Mas será que tudo isso é mesmo necessário?

Os trabalhos científicos afirmam que não!

É possível garantir a maior parte dos nutrientes por meio de uma alimentação balanceada, o que aliás é o ideal.

Indispensável, mesmo, somente o ácido fólico, que faz parte das vitaminas do complexo B (no caso B9). Esta vitamina reduz os casos dos chamados “defeitos do tubo neural”, como meningocele e espinha bífida. Ela deve ser ingerida preferencialmente três meses antes de engravidar e até a 12ª semana de gestação. As evidências científicas mostram que esta vitamina precisa ser suplementada, mesmo que a mulher se alimente de maneira adequada.

Como em todos aspectos da medicina, a avaliação nutricional da gestante precisa ser individualizada. Cada paciente tem sua história, suas preferências alimentares, etc.

E o mais importante: cada uma delas começa o pré natal de maneira diferente! Algumas estão acima do peso, outras abaixo e assim por diante. Não existe receita universal para todas.

Um bom exemplo está relacionado com o ferro. Muitas mulheres podem ter carência deste mineral e necessitarem de reposição durante toda a gestação. Outras eventualmente não.

No próximo post continuarei falando sobre as vitaminas e minerais fundamentais na gravidez e em quais alimentos cada uma delas está presente.

Escolhendo com sabedoria.

Escolhendo com sabedoria

De uns anos para cá, tenho recebido no consultório cada vez mais pacientes que chegam com grande número de exames numa pasta, na maioria das vezes muito assustadas, em busca não mais de uma segunda, mas muitas vezes terceira ou quarta opinião.
Até aí sem problemas!
Escolhendo com sabedoria.
Exames não tem relação com a doença investigada.
Mas é incrível como a grande maioria destes exames não tem relação com a doença investigada. Muitos deles são, inclusive, desnecessários.
Ao refletir sobre esta situação realizei uma pesquisa e vi que este fenômeno não estava acontecendo só comigo. Pois bem, já em 2012, a fundação American Board of Internal Medicine (ABIM), dos Estados Unidos, lançou a campanha Choosing Wisely (“escolhendo sabiamente”, em tradução livre).
A mesma campanha se iniciou em 2014 no Canadá e vem sendo adaptada e implementada em outros países, inclusive no Brasil. O objetivo é levar informações ao público para evitar exames, tratamentos e procedimentos médicos desnecessários — ou seja, que não conferem benefícios reais. Importante lembrar que as recomendações do Choosing Wisely não têm o intuito primário de economizar recursos, mais sim de melhorar a qualidade da assistência, que deve ser embasada em evidências, aumentando a probabilidade de benefício e reduzindo o risco de malefício à saúde dos indivíduos.
Diante disso, existem cinco perguntas que todo paciente deve fazer ao médico antes de qualquer terapia.
  1. Eu realmente preciso fazer isto?
  2. Quais são os riscos ou desvantagens?
  3. Quais são os possíveis efeitos colaterais?
  4. Existem opções mais simples e seguras?
  5. O que acontecerá se eu não fizer nada?
A intenção é criar um diálogo franco e aberto, onde a tomada de decisão é feita de maneira compartilhada entre o médico e o paciente. Ou seja, tanto o lado médico quanto o das experiências do enfermo merecem ser considerados. Para que essa conversa seja fluida, é preciso que o especialista sempre adote as seguintes medidas:
  1. Fornecer um diagnóstico, ou então encaminhá-lo a um especialista que possa fazê-lo.
  2. Tentar sempre trazer informações sobre a causa ou a origem do problema.
  3. Contar sobre a progressão da sua doença.
  4. Conversar a respeito de suas opções de tratamento.
  5. Descrever o que é provável que aconteça se você aceitar seguir a terapia proposta.

Outubro Rosa e o alerta ao câncer de mama.

O mês de outubro tornou-se uma referência para nos lembrar da importância da mamografia no rastreamento do câncer de mama. Vale lembrar que são 50.000 novos casos por ano e quase 10.000 mortes anuais no Brasil. São muitas mulheres jovens, algumas ainda em idade reprodutiva, com muita disposição e muito ainda a desfrutar com sua família e a oferecer à sociedade. Também não podemos esquecer da importância da mama para a imagem corporal da mulher e sua íntima relação com a feminilidade e auto estima.

Outubro Rosa e o alerta ao câncer de mama.

O câncer de mama não tem uma única causa. Como outras doenças, são vários os fatores de risco envolvidos. Os mais conhecidos são: idade (principalmente a partir de 40 anos) , nuliparidade ( mulheres que não engravidaram) ou que engravidaram  um pouco mais tarde. Não podemos esquecer daquelas que não amamentaram ou amamentaram muito pouco. Também são fatores de risco conhecidos a obesidade e o sedentarismo. E naturalmente os antecedentes familiares, principalmente os parentes de 1º grau acometidos pela doença.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de cura. O  auto exame de mama tem sua aplicação, mas não é o melhor método de detecção precoce do câncer de mama. O melhor método continua a ser a mamografia. É um exame simples e rápido. Se possível deve ser feito após a menstruação.

Em relação ao tratamento, vale a máxima de que “cada caso é um caso“.  Assim, ele deve ser inpidualizado. As opções incluem a cirurgia, passando pela químio, rádio, hormônio e imunoterapia. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais “minimamente invasivo” será o tratamento. A tendência atual das cirurgias é serem menos mutiladoras. Muitas vezes já pode ser realizada a reconstrução mamária no mesmo tempo cirúrgico.

Em relação à mastectomia preventiva, suas indicações são mais específicas e restritas. Geralmente são mulheres com mais de um parente que apresentam a doença e que podem ter mutação genética que aumenta o risco de desenvolvimento do câncer.

Por fim, apenas uma curiosidade : homens também podem ter câncer de mama! É um evento raro e naturalmente os homens não se submetem à mamografia. De maneira geral devem ficar atentos a nódulos que surgem atrás do mamilo.

Menopausa

Menopausa

Nos últimos anos o interesse sobre assuntos ligados à menopausa, que sempre foi grande, cresceu ainda mais. Com o aumento da expectativa de vida, as mulheres passaram a experimentar mais este fenômeno natural, e passaram também a demandar melhorias em sua qualidade de vida, buscando aliviar alguns sintomas próprios deste período.

Os sintomas variados da menopausa

Mais estudos científicos foram feitos e o conhecimento sobre o assunto aumentou. Entretanto, percebo no dia a dia do consultório, que as dúvidas, os questionamentos e as desinformações também cresceram.

Mas antes de tratarmos mais do assunto, precisamos entender algumas definições. Chamamos de menopausa a última menstruação da mulher. E para definirmos que esta mulher esteja mesmo na menopausa, ela tem que ficar pelo menos um ano sem menstruar.

Esse período de redução natural dos hormônios produzidos pelos ovários costuma acontecer com mulheres na faixa dos 50 anos. É extremamente comum e acomete mais de 2 milhões de mulheres por ano no Brasil. Seus sintomas mais comuns são as chamadas “ondas de calor“, além da queixa de secura vaginal.

Como os sintomas da menopausa podem ser muito variados e combinados, muitas mulheres ficam ansiosas sem entender ao certo as mudanças do seu corpo. Além do mais, o próprio momento da vida (noção de envelhecimento, filhos que saem de casa, outras doenças que surgem) fragiliza um pouco mais a paciente. Em alguns casos vem a depressão…

No passado o tratamento da menopausa era praticamente “universal“. Tratavam-se muitas mulheres de acordo com os critérios da época. Em função do conhecimento adquirido com os estudos mais atuais, muita coisa mudou. Existem os riscos relacionados à chamada Terapia Hormonal (TH), que devem ser avaliados para cada paciente e confrontados com os benefícios que o tratamento pode trazer. Existe também um momento ideal para iniciarmos o tratamento, a chamada “janela da oportunidade”. Se este período for ultrapassado, a indicação para terapia hormonal também se fecha.

Em praticamente todos os casos, são recomendadas atividades físicas, relaxantes e mais lazer para que a mulher possa atravessar essa fase com mais autoestima, disposição e saúde. Eventualmente a mulher pode precisar de equipe multidisciplinar para acompanhamento mais adequado, formada por médicos de outras especialidades como endocrinologistas, ortopedistas, dermatologistas e profissionais de áreas afins como nutricionista, fisioterapeutas e educadores físicos.

Destaco por fim a importância do acompanhamento regular do médico especialista para prevenir, diagnosticar e tratar as doenças da mulher.

Tromboembolismo

Tromboembolismo

Muito se tem escrito e compartilhado na Internet sobre a associação entre o uso de anticoncepcionais e tromboembolismo venoso (TEV).

Tromboembolismo e a pílula anticoncepcional

As pacientes, assustadas com as histórias, têm chegado muitas vezes em pânico no consultório. Daí a importância do resumo que farei abaixo.

A pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. Além da prevenção da gravidez não planejada, as pílulas anticoncepcionais também podem oferecer benefícios como:

  • alívio dos sintomas da TPM;
  • tratamento da síndrome dos ovários policísticos, com diminuição da oleosidade da pele e do cabelo;
  • redução da cólica e do fluxo menstrual excessivo.

A pílula pode ser utilizada também no tratamento de:

  • endometriose (doença em que áreas do endométrio se implantam fora do útero);
  • menorragia (fluxo menstrual intenso);
  • miomas uterinos.

Também sabemos que o uso de pílulas anticoncepcionais por longos períodos diminui o risco de tumores de ovário e do endométrio (camada interna do útero).

O tromboembolismo venoso (TEV), apesar de raro, permanece como um dos mais graves efeitos adversos da contracepção. Forma-se um coágulo sanguíneo em veias profundas das pernas ou da pelve. O coágulo pode ser liberado na circulação e bloquear o fluxo sanguíneo para os pulmões, por exemplo (embolia pulmonar), com potenciais consequências fatais.

Fatores de risco conhecidos para TEV são: idade avançada, tabagismo, imobilização prolongada (viagens e hospitalização), obesidade, gravidez e período pós parto. Além dos fatores genéticos que causam maiores tendências à formação de coágulos (doenças chamadas de “trombofilias”).

Durante a entrevista que o médico faz com a paciente, estes eventuais fatores de risco devem ser observados. Sua presença deve ser encarada como “sinal de alerta”, e eventualmente contraindicar o uso das pílulas contraceptivas. A própria Organização Mundial de Saúde já desenvolveu há muitos anos os chamados “critérios de elegibilidade dos contraceptivos”, que ajudam médico e paciente a tomar a melhor decisão. Definitivamente, não são todas as mulheres que podem utilizar todo e qualquer anticoncepcional.

Voltando ao tromboembolismo, os dados estatísticos indicam que o risco em mulheres que não utilizam pílulas é de 4 a 5 casos por 10.000 mulheres por ano. Em mulheres que utilizam pílulas a taxa é de 9 a 10 casos por 10.000 mulheres por ano. Só para comparar, durante a gestação, as taxas de TEV são de 29/10.000 e podem alcançar de 300-400/10.000 no pós parto imediato.

Então já sabemos agora que o uso de anticoncepcionais orais aumenta o risco de TEV. Mas que ainda assim, o risco é menor do que durante a gestação.Muito bem. Recentes publicações têm atribuído risco maior de TEV a alguns novos anticoncepcionais que contém drosperinona (Yasmin e Yaz por exemplo), gerando certa confusão e o tal pânico a que me referi.

Em função do grande número de mulheres que utilizam as pílulas anticoncepcionais, estudos de segurança e eficácia são realizados mundialmente. São estudos realizados em vários países, chamados multicêntricos, e envolvem grande número de mulheres.

O que sabemos hoje em dia graças a estes estudos:

  • a possibilidade de TEV associada ao uso de contraceptivos hormonais combinados existe, mas é pequena.
  • o risco de TEV associado ao uso de anticoncepcionais com drosperinona (Yasmin e Yaz, por exemplo) é similar ao de outros anticoncepcionais que não contém drosperinona.

Diante de tudo isso, nos resta afirmar que os benefícios dos contraceptivos hormonais combinados na prevenção da gravidez não planejada continuam a superar os riscos.

Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

Acompanho muitas gestantes durante o pré-natal na minha prática diária. E uma das dúvidas mais comuns, e quantas dúvidas surgem durante o pré-natal, está relacionada à prática de atividades físicas neste período.

Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!
Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

De maneira geral, os benefícios da atividade física regular, na gestante ou não, são bem conhecidos. Dessa forma, podemos relembrar alguns:

  • reduz o risco de desenvolver doença cardíaca.
  • melhora a flexibilidade.fortalece os músculos.
  • alivia o stress.
  • melhora a qualidade do sono.
  • ajuda a controlar a ansiedade.
  • dá mais energia.ajuda a controlar o peso.
  • diminui o risco de diabetes.

Naturalmente, não são todas as gestantes que estão liberadas para atividade física regular.

Existem situações em que o médico deve até contra indicá-la, como em quadros de ameaça de aborto, risco de prematuridade, placenta de inserção baixa, bem como outros casos, que devem ser avaliados individualmente.

Dependendo do objetivo da gestante e da modalidade esportiva preferida, o acompanhamento com profissional de educação física habituado a trabalhar com grávidas também é fortemente sugerido.

Mas no dia a dia do consultório, o que tenho notado nos últimos anos é que o peso das pacientes que começam o pré-natal tem estado acima do nível considerado adequado.

Uma das medidas que utilizamos como referência é o IMC, ou índice de massa corpórea. Existem alternativas, cada qual com seus prós e contras, mas tal índice tem a vantagem de ser calculado facilmente. Muitas vezes os próprios pacientes já o conhecem.

Pois bem. O que tenho notado cada vez com maior frequência é justamente que o número de pacientes com sobrepeso ou mesmo obesidade tem aumentado ao longo dos anos.

Para os mais jovens convém lembrar que nem sempre foi assim! Houve um momento na nossa sociedade em que um dos principais problemas com o qual os médicos se deparavam era a desnutrição.

Hoje, por outro lado, vivemos a era da “epidemia da obesidade”. Várias causas são descritas e não vamos entrar no mérito. Isto seria um assunto para novo “post”. De qualquer forma, o simples fato da gestante começar o pré-natal acima do peso já traz algumas implicações, como o risco de desenvolver doenças como o diabetes gestacional.

Ter uma dieta adequada e realizar atividade física regular diminui a chance de a gestante desenvolver diabetes bem como, entrar no grupo do sobrepeso. Saliento a importância de avaliação e acompanhamento com nutricionista, que melhora bastante o resultado do padrão alimentar.Como a questão é complexa e envolve muitos fatores, é importante sempre salientar:

Converse com seu obstetra sobre as melhores práticas de Atividade física na gravidez: o que é e como praticar!

Apesar de não gostar de recorrer a velhos clichês, continua valendo a ideia de que “cada caso é um caso“ e a abordagem deve ser sempre individualizada.

As atividades físicas, ainda que leves, como uma caminhada em terreno plano, durante 30 minutos, três vezes por semana, trazem benefícios para a gestante e para o bebê.

Em síntese, ncontrar o equilíbrio entre corpo e mente e manter-se em movimento, fazendo algo que gosta e se sente bem, sempre é o melhor caminho para uma vida mais saudável, seja na gestação, ou não!

Reprodução Assistida

Casais não conseguem engravidar!

São cada vez mais comuns os casos de casais que, mesmo depois de anos sem utilizar os métodos contraceptivos, não conseguem engravidar. Seja por problemas de fertilidade masculina ou feminina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmar que este número varia entre 8% e 15% no Brasil.

São cada vez mais comuns os casos de casais que, mesmo depois de anos sem utilizar os métodos contraceptivos, não conseguem engravidar.

E para a maioria dessas famílias, a saída está na reprodução assistida.

Os dois métodos principais são a inseminação artificial e fertilização In Vitro. A primeira consiste em coletar os espermatozoides do homem e depositá-los no útero da mulher, sempre respeitando dia e horário da ovulação, que por sua vez é controlado por meio de hormônios. Já na fertilização In Vitro, a paciente é submetida à uma quantidade maior de medicamentos para que seu organismo produza mais óvulos de uma só vez e, depois de coletados, eles serão colocados em contato com os espermatozoides em laboratório. Uma vez fecundados, os embriões são acomodados no útero da mulher.

Os casais que enfrentam dificuldades para engravidar e pretendem buscar esse tipo de ajuda devem, em primeiro lugar, consultar um médico para avaliar as causar da infertilidade. É comum que o primeiro exame solicitado seja o espermograma, que identifica de maneira mais rápida se o problema é masculino. Descartada a possibilidade, o próximo passo é ter certeza de que as trompas e o útero da mulher estão em condições normais de funcionamento e que a ovulação está ocorrendo na data determinada.

Só depois de levantar todo o histórico e comprovar as suspeitas com exames é que o médico poderá sugerir o tratamento mais adequado.

Apesar de não existir um limite de idade para recorrer a esse tipo de tratamento, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida recomenda que ele só seja realizado com os óvulos da própria mulher, até 43 anos. Após esta faixa etária, a chance de sucesso é muito baixa. Já quando o casal aceita usar óvulos doados, tudo pode ficar mais fácil.

Para as mulheres acima dos 50 anos, até então, o procedimento só era realizado com autorização dos Conselhos Regionais. Mas, uma recente decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) flexibilizou as regras para reprodução assistida nesta faixa etária. A partir de agora, os riscos de uma gestação tardia podem ser assumidos pela paciente em conjunto com o seu médico. Ainda assim, esse tipo de gestação continua oferecendo riscos à saúde da mulher, já que pode ocasionar no desenvolvimento de quadros de hipertensão, diabetes e nascimentos prematuros.

A mesma resolução tornou possível uma gestação conjunta para casais homossexuais, que passam a ter o direito de implantar no útero de uma das mulheres o embrião gerado a partir do óvulo de sua parceira.

Além da idade, o tratamento também é contraindicado para mulheres que não podem tomar hormônios, que tiveram algum tipo de câncer hormonodependente (como o de mama, por exemplo) ou quando a gravidez é contraindicada por motivo de doenças graves.

Nenhum tratamento é 100% garantido e depende de uma série de fatores externos, mas as chances de o casal conseguir a tão desejada gestação, sem dúvida, são maiores, podendo até ocorrer uma gravidez múltipla. Na inseminação artificial, a probabilidade de nascerem gêmeos sobe para 10%, já na fertilização in vitro, chega a 25%.