Endometriose: cirurgia sempre?

Endometriose: A cirurgia é sempre necessária?

Endometriose: cirurgia sempre?

Como já afirmei no blog e em conversas privadas com as pacientes, o tratamento de endometriose mudou muito ao longo dos anos.

Desde minha graduação e final da residência médica tenho me dedicado a este assunto e lá se vão mais de duas décadas.

Verdade que não exclusivamente. Tenho uma “veia obstétrica” que faz parte de mim, que me acompanha por toda minha vida.

Faço muitos pré-natais e partos e é muito legal ver como o nascimento de um filho muda a relação do casal e da família.

Mas voltando à endometriose, com o avanço da medicina e dos métodos diagnósticos, o conhecimento sobre o assunto se expandiu bastante.

Endometriose: cirurgia sempre?

Endometriose: cirurgia sempre?

Posso afirmar que eu mesmo não trato endometriose hoje como tratei há 10 anos.

Mas com tanta informação, veio também muita confusão.

Atendo no consultório pacientes que chegam absolutamente em pânico , encaminhadas por colegas médicos igualmente assustados, com pilhas de exames, especialmente exames de imagem (ressonância nuclear magnética), de qualidade pra lá de duvidosa, querendo saber quando precisará fazer a cirurgia de endometriose.

Como as mulheres já fazem pesquisa na Internet antes da consulta, tudo fica pior…

Acontece que a decisão de cirurgia para uma mulher que tenha endometriose não depende apenas do exame de imagem.

A avaliação é mais complexa: depende do quadro clínico (geralmente dor pélvica), do tipo de endometriose (se superficial, ovariana,  se “endometriose profunda”), da idade, do passado obstétrico, do desejo de ter filhos, da presença de outras doenças associadas , e por aí vai.

É esta avaliação que permite entender melhor a necessidade da paciente e a partir daí oferecer as melhores opções de tratamento para cada caso.

O tratamento pode ser clínico, com:

  • medicações via oral .
  • injetáveis.
  • implantes hormonais.
  • uso do (“DIU hormonal”).

Ou tratamento cirúrgico, com igualmente várias opções que não pretendo aqui me alongar.

Podemos ainda fazer associações de tratamento clínico e cirúrgico.

Mas um fato é claro: não são todas as portadoras de endometriose que precisam de cirurgia !

Consulte sempre um profissional de sua confiança.

 

Endometriose em Osasco

Olá , você pode estar estranhando este título certo ?

Afinal de contas endometriose é uma doença que acomete as mulheres. Não importa em qual cidade.

Mas calma,  vou explicar.

Naturalmente, todos os médicos que se graduam devem aprender sobre endometriose.

Durante a Residência Médica, o médico se especializa em determinada área da medicina, como ginecologia e obstetrícia.

Obviamente, o conhecimento e as informações crescem de maneira exponencial. Assim , após alguns anos básicos em ginecologia e obstetrícia, o residente se sub especializa. Pode fazer oncologia, mastologia, gestação de alto risco, por exemplo.

Mas pode se sub especializar em “cirurgia minimamente invasiva”, como laparoscopia e histeroscopia.  Este médico que tratará mais comumente de endometriose.

 

 

 

 

 

Notem que do vestibular até este ponto, muitos anos se passaram. E por qual motivo escrevo tudo isto: porque demora para o médico chegar até este ponto. Sem falar do conhecimento que avança e muitas vezes muda, durante a jornada.

Em post anterior  escrevi  sobre nosso pioneirismo em laparoscopia em Osasco. Sim, em 1995, quando comecei a trabalhar na cidade, nenhum outro médico fazia cirurgia laparoscópica.

Ao longo dos anos muita coisa mudou.

Mas ainda hoje em dia, não conheço nenhum ginecologista que faça cirurgia avançada de endometriose em Osasco. A abordagem mudou bastante nestes anos também. Muitas vezes trabalhamos em conjunto com médicos de outras especialidades como cirurgião do aparelho digestivo, urologista, além do ginecologista.

Os exames pré operatórios indicam um rumo, uma estratégia que devemos adotar. Mas a conduta cirúrgica só é definida no intra operatório. Experiência e entrosamento da equipe são muito importantes. Um bom hospital e bons materiais cirúrgicos são fundamentais.

Mas, mulheres que moram na cidade não precisam se deslocar para realizar seu tratamento. Nossa equipe de ginecologia em Osasco tem condições de realizar o tratamento e realizar o acompanhamento pós cirúrgico.

Se você gostou desta matéria sobre endometriose e medicina em Osasco-SP, leia outras matérias em nosso blog.

Ou agende a sua consulta com o Dr. Carlos Moraes para ginecologia ou obstetrícia.

Endometriose é uma doença que causa dor pélvica e dificuldade para engravidar.

Endometriose. Dor pélvica e dificuldade para engravidar.

Endometriose. Dor pélvica e dificuldade para engravidar. Como  sabemos, endometriose é uma doença que causa dor pélvica e dificuldade para engravidar. Atinge basicamente mulheres em seu período reprodutivo.

Endometriose. Dor pélvica e dificuldade para engravidar.
Endometriose. Dor pélvica e dificuldade para engravidar.

Ao longo dos meus anos de prática médica sempre digo que houve grande mudança na maneira de se fazer o diagnóstico da doença e de instituir o melhor tratamento. O que é muito bom . À medida que a medicina avança, o cuidado com os pacientes também melhora, naturalmente.

O mais importante no entanto é que pelo menos  80% das mulheres que tem o diagnóstico de endometriose conseguem gestação em algum momento da  vida, o que é ótimo !

Mas conseguir engravidar não resolve todo o  problema.

Recente pesquisa publicada em revista médica  procurou relacionar histórico de endometriose com  eventuais complicações na gravidez.

Este estudo foi feito nos Estados Unidos  com grande número de mulheres. O diagnóstico de endometriose foi feito durante a laparoscopia.

Endometriose. Dor pélvica e dificuldade para engravidar.

E os resultados foram surpreendentes. As mulheres que tiveram diagnóstico de endometriose apresentaram maior risco de apresentar:

  • abortamento espontâneo.
  • gravidez ectópica ( fora da cavidade uterina).
  • pré-eclampsia  ( doença própria da gestação que se manifesta entre outros por aumento da pressão arterial).
  • Diabetes gestacional.

Não há uma única explicação para o fato. Mas algumas teorias como  diminuição da produção de progesterona, dano ao óvulo e aumento de processo inflamatório local são interrogadas.

A importância deste estudo está no fato que não basta para o médico ajudar a paciente a conseguir engravidar. Mulheres com endometriose, quando grávidas, constituem um grupo de risco para outras doenças durante o pré natal e devem ser acompanhadas com muita atenção.

Outro detalhe que percebo na minha prática: como eventualmente já houve certa dificuldade em engravidar, as pacientes não lidam bem com a frustração de algo ir errado no pré-natal. O que de certa forma atrapalha um pouco a relação médico paciente.

Enfim, o desafio não termina com  teste de gravidez positivo.

 

Endometriose

Endometriose – sempre um desafio

Passada a semana, faço uma pausa e reflito sobre os últimos dias que se passaram.

Endometriose - sempre um desafio

Dedico uma atenção especial para quatro pacientes que foram submetidas à cirurgia de endometriose.

Apesar de todas terem o mesmo diagnóstico, as manifestações e o quadro clínico eram completamente diferentes, variando de endometriose superficial, passando por endometrioma ovariano e em duas delas o que chamamos de endometriose profunda, com comprometimento intestinal.

Em comum apenas a queixa de dor pélvica, progressiva e que vinha ficando mais frequente.

O diferente nesta história toda foi que nas quatro mulheres em questão, foram quatro tratamentos diferentes, o que me leva a confirmar o clichê que em medicina “cada caso é um caso”.

Esta situação, de individualização do tratamento, tem sido um fator complicador num primeiro momento para as pacientes. Com a Internet e o Google, as buscas fazem parte do cotidiano dos pacientes. Nós médicos sabemos disto.

Mas o que vejo é que as pesquisas começam num primeiro momento como curiosidade. Após alguns minutos tal curiosidade já se torna um pânico.

As pacientes já chegam assustadas no consultório.

Ainda em outros dois casos fizemos o diagnóstico de gravidez tubárea, complicação que acontece com maior frequência em portadoras de endometriose.

Ambas tiveram que ser operadas também e felizmente passam bem.

Como o diagnóstico foi precoce, graças à combinação de beta- hCG e ultra sons seriados, o tratamento cirúrgico foi conservador e as tubas uterinas mantidas.

Nos últimos dez anos posso afirmar também que houve sensível melhora nos métodos diagnósticos e no instrumental cirúrgico, possibilitando tratamentos mais precisos e resolutivos.

Temos conseguido bons índices de cura já na primeira cirurgia. Como em outras questões da vida, um bom planejamento pré-operatório faz tudo ficar mais fácil, para o médico e para a paciente.

Resumindo: a evolução da medicina tem possibilitado ótimas alternativas para mulheres com endometriose, aumentando o leque de opções do tratamento e permitindo que possam levar sua vida plenamente. A individualização do tratamento  de acordo com o objetivo da mulher deve ser tratada antes para evitar  mal entendidos.

O que é Endometriose?

O que é Endometriose?

O que é Endometriose?
O que é Endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio, tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve como as trompas, os ovários, os intestinos e a bexiga.

A etiologia da doença é desconhecida, o que quer dizer que a medicina não descobriu ainda quais os motivos para o aparecimento da endometriose.

O principal sintoma é dor pélvica, que piora no período menstrual, mas eventualmente pode estar presente em qualquer fase do ciclo.

Assim como a endometriose é uma doença progressiva, muitas mulheres se queixam que a dor vem piorando com o passar do tempo. Esta característica da dor é bem própria da endometriose.

O diagnóstico é feito por um médico ginecologista por meio de suspeita clínica (anamnese com exame ginecológico), confirmado com exames subsidiários como ultrassom, ressonância nuclear magnética e exame de sangue.

São várias as possibilidades de tratamento, que dependem do objetivo da mulher, da sintomatologia apresentada e eventualmente, do desejo  do casal de engravidar.

Portanto, é correto afirmar que o tratamento é individualizado, logo, cada caso é tratado de uma forma.

O tratamento pode ser medicamentoso e/ou cirúrgico, por meio de vídeo-laparoscopia.

A cirurgia por vídeo confirma o diagnóstico, permite avaliar quanta endometriose a mulher tem e já faz o tratamento.

Mas aqui reside o problema: o ideal é que antes da cirurgia já tenhamos pelo menos uma idéia de quanta endometriose a mulher tenha.

Só no ovários?  Na superfície dos órgãos abdominais ?

Tem endometriose “profunda”? Acomete o intestino ?

Tais informações ajudam a programar a cirurgia . 

Ao mesmo tempo, muitas vezes precisamos do auxílio de colegas de outras especialidades como urologista e/ou cirurgião do aparelho digestivo.

Com boa avaliação prévia não seremos surpreendidos no ato operatório.

Destaco que nos últimos dez anos houve muitos progressos em relação ao conhecimento da endometriose e da melhor abordagem cirúrgica para as mulheres.

Se pudermos realizar o tratamento numa única cirurgia , melhor.

Entretanto, temos que tomar muito cuidado na preservação de nervos pélvicos, por exemplo.

Eventuais lesões podem impactar a saúde da mulher em anos posteriores.

Enfim, procurar especialista que tenha equipe entrosada e acostumada a tratar a doença é a melhor opção. Nós temos esta equipe !